segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Solidão. Que nada.
E não é do ser só, ou estar só, que vem a solidão. Mas isso todo mundo sabe. Se sentir só às vezes é muito bom, é perceber que ainda que tenhamos e queiramos companhia, precisamos sempre nos relembrar que somos seres completos e por isso, plenamente capazes de encontrar em cada pedacinho de nós motivos pra sermos felizes. Ainda assim, às vezes o estado de solidão bate à porta. E vem aquele vazio, a gente olha para os lados; senta; deita; levanta; e nada. Inquietude. Computador; livro; controle remoto; e nada. Inquietude. Em um mês e uma semana no novo lar, pela primeira vez a solidão e a inquietude vieram me visitar. Ah...Alguém pra limpar a casa, pra fazer as compras, pra pagar as contas, pra fazer barulho neste diferente silêncio. Alguém pra me mandar parar de abrir a geladeira, ir dormir porque está tarde. Saudade? Talvez. Se é bom? Que nada. A necessidade de se sentir saudade é para os que não valorizam o que tem, e precisam sempre da mediocridade do não ter, para daí então se dar conta. É pensar pequeno. Não, nada de solidão, saudade, inquietude. Levanto, faço um chá quente, e organizo a agenda mental: trabalho, amigo, amigas, família, aula, academia. Pronto. Solidão? Que nada!
segunda-feira, 16 de março de 2009
"o tempo passou na janela, e só Carolina não viu"?
Sim, sigo saltitante, tal qual uma coelinha. E porque não estaria? É, talvez porque a tal roda da vida ficou levando destino pra lá, pra cá, e no fim fez uma bagunça. Essa história de antes tarde do que nunca é bobagem, se ficou tarde, azar, perdeu a aula, a consulta, o que for. Sabe aquelas pessoas chatas que chegam no médico atrasadas e daí ficam pedindo pra serem atendidas e acabam atrasando o horário de todo o resto? Pois é, são essas atrasadas aí, que chegam quando querem, e acham que todos têm que se adaptar ao relógio delas. Que nada. Demorou? Perdeu. Vai pra casa, pega o telefone e marca outro dia. Papo de maluco esse meu. Tudo pra dizer que tudo tem sua hora. E que se ela passou, e você não viu, um grande sinto muito. Acorda pra vida, porque ela é maravilhosa, ta passando na janela, e só você não ta vendo. E pior, ainda quer fechar janela alheia. A minha fica aberta até em dias de chuva. Mas, pra garantir, fico na rua logo de uma vez.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Saltitantes.
A vida, esta danada, insiste em correr. Mas ela que não se engane, cá estou eu, sempre, agarrando-a pela barra da saia. O ano virou, a formatura passou, dei uma corrida, com alguns tropeços, e pronto. Alcancei-a. Agora andamos juntas, de mãos dadas. Seguimos caminhando por aí. Não, caminhando não. Saltitando. Recolhendo as pedras, para fazer a tal escada, regando as flores, pra que venham as tais borboletas, e essas coisas todas.
Esses dias alguém me chamou de alfinete. Engraçado, será que leu a mesma história infantil que eu? Eu apenas sorri. Mal sabem que eu consegui virar o botão. Que às vezes me perco por aí. Mas eu sou um botão muito especial, porque sempre acho o caminho de casa. Só pra poder me perder de novo...
Em tempo, meu recheio é de sorvete de cevada. Por ora.
Esses dias alguém me chamou de alfinete. Engraçado, será que leu a mesma história infantil que eu? Eu apenas sorri. Mal sabem que eu consegui virar o botão. Que às vezes me perco por aí. Mas eu sou um botão muito especial, porque sempre acho o caminho de casa. Só pra poder me perder de novo...
Em tempo, meu recheio é de sorvete de cevada. Por ora.
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