domingo, 15 de fevereiro de 2009

Saltitantes.

A vida, esta danada, insiste em correr. Mas ela que não se engane, cá estou eu, sempre, agarrando-a pela barra da saia. O ano virou, a formatura passou, dei uma corrida, com alguns tropeços, e pronto. Alcancei-a. Agora andamos juntas, de mãos dadas. Seguimos caminhando por aí. Não, caminhando não. Saltitando. Recolhendo as pedras, para fazer a tal escada, regando as flores, pra que venham as tais borboletas, e essas coisas todas.
Esses dias alguém me chamou de alfinete. Engraçado, será que leu a mesma história infantil que eu? Eu apenas sorri. Mal sabem que eu consegui virar o botão. Que às vezes me perco por aí. Mas eu sou um botão muito especial, porque sempre acho o caminho de casa. Só pra poder me perder de novo...
Em tempo, meu recheio é de sorvete de cevada. Por ora.