segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Solidão. Que nada.

E não é do ser só, ou estar só, que vem a solidão. Mas isso todo mundo sabe. Se sentir só às vezes é muito bom, é perceber que ainda que tenhamos e queiramos companhia, precisamos sempre nos relembrar que somos seres completos e por isso, plenamente capazes de encontrar em cada pedacinho de nós motivos pra sermos felizes. Ainda assim, às vezes o estado de solidão bate à porta. E vem aquele vazio, a gente olha para os lados; senta; deita; levanta; e nada. Inquietude. Computador; livro; controle remoto; e nada. Inquietude. Em um mês e uma semana no novo lar, pela primeira vez a solidão e a inquietude vieram me visitar. Ah...Alguém pra limpar a casa, pra fazer as compras, pra pagar as contas, pra fazer barulho neste diferente silêncio. Alguém pra me mandar parar de abrir a geladeira, ir dormir porque está tarde. Saudade? Talvez. Se é bom? Que nada. A necessidade de se sentir saudade é para os que não valorizam o que tem, e precisam sempre da mediocridade do não ter, para daí então se dar conta. É pensar pequeno. Não, nada de solidão, saudade, inquietude. Levanto, faço um chá quente, e organizo a agenda mental: trabalho, amigo, amigas, família, aula, academia. Pronto. Solidão? Que nada!