segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

;a vida em colorido

Final de ano fica tudo mais complicado, principalmente ter tempo para escrever. Mais complicado ainda é quando além da correria normal, tanta coisa ta mudando na vida da gente. Como todo bom artista, parece que a tristeza inspira a arte. E ela ta em falta na minha vida. Não que isso seja uma reclamação, pelo contrário. Ta dando tudo tão certo, to me sentindo tão leve. Claro, que nem tudo é sempre perfeito, tenho tido algumas decepções, com algumas pessoas. Penso que se continuar assim não vou poder olhar pra nenhum dos lados no meu assento da colação de grau. Mas pra que olhar para os lados não é? Vou é olhar pra frente, que é o que enfim tenho feito, e é o que tem dado certo, é claro. Novo emprego, novas amizades, novas pessoas, nova vida. É o que vejo olhando pra frente. Estou feliz. E ponto. Não é por algo, não é por alguém. É pelo colorido da vida, que há tempos eu via em preto e branco. É pela luz nos olhos meus, que estão indo ao encontro da luz dos olhos teus. Olhos que ainda não sei a quem pertencem, mas já os sinto. Porque como diz Vinicius, a vida é pra valer e é uma só. E depois de tanto só ver a vida passar por mim, acho que estou quase pronta para passar junto com ela. Feliz Natal. Feliz Ano Novo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Queria era ser um botão...

Mais uma história caiu na minha mão, e não posso deixar de comentá-la. É um conto para crianças, sobre a linha e a agulha. Elas discutem sobre qual delas é a mais importante, até que a linha vai para a festa, no vestido da menina, e a agulha volta para a caixinha. Então vem o alfinete e diz que a agulha é uma tola, que abre caminho para que a linha vá gozar a vida. O autor termina dizendo "também eu tenho servido de agulha pra muita linha oridinária". Se as crianças entendem, eu não sei, mas nós "gente grande" sabemos que um dia já servimos de agulha, e provavelmente de linha também. Acho que nessa história toda eu preferia mesmo era ser a costureira, ou um botão, que as vezes se perde por aí...
Quanto ao meu recheio, eu diria que esta semana que passou foi bem recheada. Foi um semestre, no mínimo, em sete dias. O que me levou a pensar que recheio demais transborda. E agora o novo passo é saber (ou voltar a saber...) o que fazer com o excesso. Mas também, se tranbordar, não mata, só lambuza... Porque meu recheio é doce, óbvio.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

The First - Cadê meu recheio?

Bom, decidi começar um blogg. No meio da correria de final da faculdade, e de tantas outras coisas da vida, a necessidade de escrever está enorme. Mas escrever assim, sem técnica, sem cobrança. Escrever por escrever. Porque escrever é bom. Me faz bem. E meus contos estão parados... Mas este meu primeiro post será sobre um texto alheio. Minha colega da Oficina Literária leu uma poesia, de sua autoria, em que a alegoria era sobre um cavalo. O cavalo do Carrossel. O cavalo, símbolo da coragem, ali parado, preso, inerte, e oco. Oco. Oco. Isto bateu o dia inteiro na minha mente. Não quero ser oca. Quero ser cheia de vida, de amor, de alegria. Onde será que perdi meu recheio?? Alguém comeu? Alguém roubou? Enfim, não sou cavalo de carrossel, não sou oca, nem inerte. Vou já atrás do meu recheio. Até logo.