sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Sabores de um ano velho
Existem fatos que ocupam largos espaços na nossa mente, mas que nem sempre efetivamente temos a oportunidade de prová-los. E eu digo provar no sentido do sabor mesmo, qual a papila gustativa que vai reconhecê-lo. Para mim, isto é o mais importante. É doce, como chocolate ao leite, fechar os olhos, beijar sentindo o gosto do aroma e o cheiro da saliva. É levemente picante, como rodelas de pimenta dedo-de-moça, olhar bem nos olhos, através do emaranhado de cabelos. Mas é de um amargo salgado, um sabor que não conhecemos, ou nunca conseguimos lembrar, a dúvida, o “se”, o “e agora”. É azedo o começo com final marcado. Porque afinal, é de se imaginar não haver a diversão do presente se não pudéssemos fechar os olhos e imaginar todo o resto. Porém, não se muda o que não começou; não se ‘adentra’ naquilo que está começado – entre outros – e que você não faz parte. Isto, tem gosto de queimado, de comida que não deu certo. Agora é uma questão de saber o sabor e procurar o fato: quero fatos com gosto de dedo lambuzado de negrinho.
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