terça-feira, 23 de novembro de 2010
Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças
Ter uma mãe é maravilhoso. Eu, particularmente, tive a honra de ter duas. Durante a minha infância, apesar de sempre ter minha mãe por perto, era com minha avó que eu morava. Dela eu recebi o carinho e os mimos de avó, mas também os valores e princípios de dignidade e bom caráter, que cuido para sempre regerem a minha vida. Mas o tempo passa, e tem coisas que não temos a capacidade de lutar, por mais que queiramos. Quando a saúde vai embora, não tem dinheiro no mundo, não tem amor, não tem nada que a traga de volta. No caso, o Alzheimer foi o diagnóstico. Os anos passam, a doença toma conta; perdem-se as lembranças, a lucidez, a dignidade. Agora, novo diagnóstico de câncer e suas metástases. E daí você descobre que uma coisa não foi embora: a dor. A pessoa perde tudo, e a dor fica ali, acompanhante final. A dela, e a nossa. Você deseja que venha a paz, que ela descanse. Mas quando a ida se torna real, ela dói. 'Egoisticamente' ela dói. O adeus é muito longo. O nunca mais é muito tempo.
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2 comentários:
Sei bem como é isso. E o foda é qndo a pessoa esta bem e a merda do cancer as tiram da gente. Pior q a nossa dor só o sofrimento da pessoa que esta passando por isso!
Beijao
http://www.estilodistinto.com/
E como doí o adeus. Que ela encontre nosso outro anjo, que garanto, a aguarda com carinho.
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